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Mídias Sociais podem definir o futuro das marcas

Foi divulgada na semana passada uma pesquisa intitulada a “Maturidade do Marketing Digital nas Empresas Brasileiras”, desenvolvida pela ApRISCO (Associação Profissional de Risco), com o apoio de empresas parceiras. Um tema me chamou mais a atenção: Mídias Sociais.

Veja o que diz a análise da pesquisa: “Quando perguntamos qual a posição da empresa em relação a Mídia Social, constatamos que existe um bom nível de entendimento sobre mídia social e seus benefícios, mas a participação em comunidades e discussões ainda é limitada“.

Como não foi divulgada a metodologia utilizada na pesquisa, nem o perfil das empresas que participaram, não dá pra afirmar que esse é o pensamento geral das empresas brasileiras.

O fato é: Quem diz que entende a importância das mídias sociais, mas não investe em ações nessa área, na verdade ainda não entendeu.

Apesar do crescimento da internet e principalmente das mídias sociais, as empresas brasileiras ainda dedicam a maior parte  da sua verba de marketing aos meios tradicionais. Marcelo Coutinho, consultor do Grupo IBOPE, disse recentemente em uma palestra, que a internet tem 30% mais audiência que a TV por assinatura no Brasil. No entanto, a TV por assinatura recebe 3 vezes mais investimento que a internet.

Depois da Televisão, o jornal impresso é o meio que mais recebe investimento em mídia com faturamento de R$ 6,3 bilhões no 1º semestre de 2009, porém, a circulação média do meio Jornal dos veículos filiados ao IVC-Instituto Verificador de Circulação caiu 4,8% no 1º semestre deste ano em comparação ao mesmo período de 2008. A circulação média de todos os títulos filiados à entidade no 1º semestre de 2009 foi de 4.231.165 exemplares por dia. Em 2008, esse número alcançava 4.394.047.

Enquanto isso na Internet

No Brasil o faturamento do meio internet foi de R$ 784,6 milhões no 1º semestre de 2009, crescimento de 21% em relação ao mesmo período do ano passado, mas representa apenas 3% do total de investimento em publicidade segundo o  IBOPE/Monitor. Já o levantamento do Projeto Inter-Meios aponta faturamento de  R$ 550 milhões de janeiro a agosto deste ano, com alta de 22,6% em relação ao mesmo período de 2008.

Esses levantamentos usam metodologias diferentes para calcular o faturamento de cada meio, porém os dois mostram números percentuais muito próximos. O  fato é que o investimento cresceu, mas se comparado a audiência, ainda é desproporcional aos outros meios.

Segundo o IBOPE Nielsen Online, o Brasil possui 65 milhões de usuários de internet, 59 milhões de brasileiros acessaram comunidades de redes sociais e ferramentas de mensagens instantâneas em casa e no trabalho em setembro. Um estudo da Deloitt mostra que o tempo usado na internet por “razões sociais” é 50% maior no Brasil que nos EUA. Outro dado comparativo interessante, é que se o Facebook fosse um país, seria o 4º mais populoso do mundo.

Veja no quadro abaixo o que está acontecendo nos meios digitais  enquanto você lê este post:

* Made by Gary Hayes

Números tão expressivos jamais passariam desapercebidos pelas empresas, o problema é que boa parte das marcas ainda não conseguiu entender a mecânica das Mídias Sociais, não sabem transformá-la em vantagem competitiva para seus negócios e acabam tratando esse meio como se fosse mais uma plataforma de vendas.

Em vez de vender, ajude-o a comprar.

Como já escrevi em outro post: Mídias Sociais não servem para vender, mas para criar relacionamentos. Pessoas gostam de fazer negócios com quem elas conhecem e confiam, por isso a regra número um dos vendedores é “não faça um cliente, faça um amigo” . A mesma regra vale para as mídias sociais.

Na mídia tradicional, sem um  bom planejamento e objetivos bem definidos, a probabilidade de cometer erros é grande. Na internet não é diferente, antes de criar blog, uma conta no Twitter ou Orkut, é preciso criar planejamentos que estejam alinhados com as estratégias da empresa e estabelecer objetivos mensuráveis para cada ação.

Mídias Sociais podem ser usadas como termômetro para medir o impacto de ações on-line e off-line, se bem utilizadas, são fontes inesgotáveis de dados mensuráveis, que podem ser usados tanto para estabelecer novas estratégias, quanto para aprimorar ou desenvolver novos pordutos e serviços para sua marca.

Sim, você pode e deve investir em publicidade nas mídias sociais, mas reserve uma parte da verba para criar conteúdo útil aos usuários. Em vez de criar propaganda mostrando as característica de um aparelho celular, faça um vídeo mostrando truques e dicas de utilização e poste no YouTube. Você ficaria surpreso ao saber quantas pessoas procuram vídeos explicativos sobre celulares, em vez de ler o manual que vem com os aparelhos. Comece com pouco, mas começe!

“Não é a mais forte das espécies que sobrevivem, nem a mais inteligente, mas aquela que melhor se adapta às mudanças” – Charles Darwin. Estamos vivendo um momento impar na forma como as marcas se relacionam com seus clientes. É uma fase de transformações profundas, aproveite a oportunidade para desenvolver novas formas de se relacionar com seus clientes através das mídias sociais, agora é a hora de errar, tentar e adaptar, pois todos estão aprendendo.

Mas seja rápido, até alguns anos atrás a maioria das mídias sociais que conhecemos hoje não existiam. Amanhã elas  é que vão definir quais marcas continuarão existindo.

Por: Paulinho Uda

[] Novembro 5th, 2009 | 4 Comments | Posted in O Blog Oficial do Marketing Digital, social media |

Mídias sociais e os relacionamentos on-line

Cada vez mais as empresas estão investindo em mídias sociais, mas será que estão aprendendo a lidar com os relacionamentos on-line?

Quem acompanhou os últimos estudos de mercado realizado pela Forrester Research, eMarketers e Aberdeen Group percebeu que, apesar da crise, o mercado continuará investindo com força em publicidade e marketing nas Mídias Sociais (Social Media). O motivo é simples, não são necessários grandes investimentos para utilizar ferramentas de Mídias Sociais, as ações de marketing ganham velocidade e interatividade e o resultado das ações pode ser mensurado.

Mas antes que alguém saia em disparada criando blogs, perfis no Orkut, Facebook, Twitter ou qualquer outra ferramenta de Mídia Social, recomendo parar um pouco e refletir sobre a seguinte frase:

Mídias Sociais não servem para vender, mas para criar relacionamentos.

Um leitor atento a princípio poderá pensar – Se não serve pra vender, por que investir em Mídias Sociais? Explico, as pessoas querem fazer negócios com quem elas conhecem e confiam. E se você quiser fazer negócios, você precisa estar disposto a  construir uma relação de confiança com elas. É por esse motivo que as empresas devem investir em Social Mídia.

Relacionamento é tudo

Segundo a Wikipédiao relacionamento entre pessoas é a forma como eles se tratam e se comunicam. Quando os indivíduos se comunicam bem, e o gostam de fazer, diz-se que há um bom relacionamento entre as partes. Quando os indivíduos se tratam mal, e pelo menos um deles não gosta de entrar em contato com os restantes, diz-se que há um mal relacionamento.”

Apesar do assunto aqui ser especificamente “relacionamento on-line”, é importante ficar claro que o que importa é a forma e não o meio que utilizamos para nos relacionar com as pessoas. A internet e suas maravilhosas ferramentas “2.0” são apenas o meio, os mecanismos que regem os relacionamentos ainda são os mesmos desde os primórdios da humanidade. E cá entre nós, relacionamentos podem ser complicados se a comunicação e o tratamento não funcionarem direito, por isso, deixo alguns conselhos:

Aprenda a ouvir
É preciso aceitar o fato que, quer queira ou não, os consumidores estão falando da sua empresa, dos seus produtos e serviços. Muitas empresas perdem grandes oportunidades por não saber ouvir o que seus clientes estão dizendo e outras tomam grandes prejuízos por tentar calar quem fala mal, aliás, esse último é o sintoma mais comum em empresas surdas e sem visão, além de ser o gancho para o próximo item.

Respeite opiniões
Críticas são fontes de oportunidades, aprenda com elas. Sempre que interagir com um usuário/cliente respeite aquilo que ele falou ou escreveu, mesmo que seja algo negativo para sua empresa. Dessa forma o mais provável é que seja também respeitado e consiga obter uns pontos favoráveis junto aos outros clientes. Se for um “caçador de encrencas”, nunca entre em confronto, pois o único prejudicado será a sua empresa, simplesmente ignore.

Tenha gratidão
Dê mais do que um “Muito Obrigado”, seja grato e recompense os seus clientes e usuários toda vez que alguém dedicar um pouco do seu precioso tempo para preencher um cadastro, email para newsletter, participar de pesquisas e enquetes ou qualquer outra interação com a sua empresa. O cliente precisa ser recompensado de alguma forma, seja com programas de pontuação, milhagem, bônus, cupom de desconto, etc.

Não tenha medo de amar
Se você tem medo de amar, é melhor não se relacionar com ninguém!
Se a sua marca não está pronta para entrar num relacionamento transparente e leal com seus clientes é melhor não tentar seduzi-lo, pois ele vai querer ser correspondido e quem já sofreu desilusão amorosa sabe que a linha entre o amor e o ódio é muito estreita. Se você quer que sua marca seja amada, ame seus clientes.

Parafraseando Vinícius de Moraes – Amar, porque nada melhor para a saúde (da sua empresa) que um amor correspondido.

Por: Paulinho Uda

[] Maio 6th, 2009 | 4 Comments | Posted in O Blog Oficial do Marketing Digital, social media |

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